Ataques noturnos entre Rússia e Ucrânia fazem pelo menos quatro mortos

Ataques noturnos entre Rússia e Ucrânia fazem pelo menos quatro mortos

A Rússia e a Ucrânia voltaram a atacar-se na última noite, provocando pelo menos quatro mortes, três na região russa de Belgorod e uma em Zaporijia.

Lusa /
Reuters

A equipa de gestão de crises na região fronteiriça russa de Belgorod adiantou que três homens foram mortos em Oktyabrsky, a poucos quilómetros da fronteira com a Ucrânia, durante dois ataques distintos.

Em Armavir, na região de Krasnodar, no sul da Rússia, as autoridades reportaram um incêndio num depósito de combustível, que já tinha sido alvo de drones ucranianos, mas sem provocar vítimas.

Um outro incêndio ocorreu no porto de Taganrog, na região sul de Rostov, atingindo um navio-tanque, um depósito de combustível e um edifício administrativo, segundo o governador Yuri Slyusar, adiantando que duas pessoas ficaram feridas.

O Ministério da Defesa de Moscovo informou que 127 drones ucranianos foram abatidos durante a noite sobre território russo e a península da Crimeia anexada, informação que não foi confirmada por fontes independentes.

Já a Força Aérea ucraniana avançou que a Rússia lançou seis mísseis de cruzeiro e 290 drones durante a noite, garantindo que 284 foram intercetados, mas há relatos de impactos em sete locais e destroços em outros dez.

A vítima mortal foi identificada pelo governador regional ucraniano, Ivan Fedorov, como residente em Zaporijia.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após o desmoronamento da União Soviética - e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos militares em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.

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